
O ano termina e o Tranquera tem motivo de sobra para comemorar. Ao longo dos últimos doze meses foi um pouco de tudo: mixtapes, dubplates, produções tocadas nos principais radio shows da cena, lançamentos em vinil, festas, destaque na imprensa e muito mais. Confira a retrospectiva.
Linha de produção
Dubstep Coma foi a primeira mixtape do ano. Na seqüência veio Disappear e, a últimas delas, Ghost Dubs, foi um verdadeiro showcase dos dubplates cortados. Tudo graças ao Cavery Cuts, estúdio responsável pelo corte e masterização das faixas.
O Unity Trax lançou o Gent Sao Paulo EP, com produções de Bruno Belluomini e Ipiki Ookami, além dos vocais de Soom T e Jimmy Luv. No lado A, muito Dubstep e Grime – “Taka Fogo” é o primeiro registro nacional do gênero. Já no lado B, tem Electro de primeira direto da Bélgica.
Tranqueras do mundo, uni-vos!
Por meio de figuras importantes para a cena mundial como Nuno do Transmissão Conspira, em Portugal, Theo do Fix Up Show, em Londres, e Farj do Garage Pressure, na Austrália, os dubplates alcançaram os ouvidos de uma ampla audiência. Pawel da Polônia e Monkeytek dos EUA também contribuíram para espalhar o vírus.
O som do Tranquera cruzou fronteiras e chegou aos lugares mais improváveis do planeta. Masayuki no Japão e Mikhail na Rússia são só alguns exemplos de entusiastas que escrevem sobre nossas iniciativas em seus blogs. Hugo do Otites também escreve e inclusive colabora com resenhas publicadas por aqui, como as de Boxcutter, Burial e Kode 9.
Festa estranha com gente esquisita
Os eventos são um capítulo à parte. O Tranquera participou do Dubstep Wars – especial da BBC Radio 1, com os principais expoentes da cena ao redor do mundo. Fomos convidados especiais da Dirty Disco, em Curitiba. Em São Paulo, estivemos presentes em várias ações na rua com o Atensão Sistema Sonoro e, em pleno caos urbano instaurado pela paranóia de ataques do PCC, estávamos no Centro participando do Virada Cultural junto ao EIA.
No Galpão Manufatura e no Studio SP, a sincronia audiovisual entre o Tranquera e o VJ Ninguém foi registrada nas galerias de imagem do Flickr. A segunda edição da Soundclash – união da Tranquera com a festa Dubplate – trouxe o DJ belga Celtric. A escolha para o line-up da Technolabels foi inusitada, mas o resultado foi muito positivo. E a session no D-Edge foi inesquecível – o subgrave treme terra bateu forte e fez shiatsu nervoso no estômago.
A revolução não será televisionada
Na imprensa nacional, a Revista MTV e o Trama Virtual mostraram nosso trabalho. Lá fora, a Dazed, publicação inglesa, apontou o Traquera e seu projeto no Brasil como destaque no cenário mundial.
O que esperar de 2007?
A ponta do iceberg você já pode conferir no Overmixter – espaço do Overmundo dedicado à música livre. A faixa “Carnaval (Tranquera Remix)” traz os vocais da brasileira Cibelle e samples de Anthony Caplan. O remix concorre ao Brasa – primeiro concurso de remixes no Brasil totalmente baseado em obras licenciadas sob o Creative Commons. Confira o som e vote na gente.
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