
Mesmo depois de um ano cheio de novos talentos emergentes na cena, os grandes nomes do Dubstep estão entre os preferidos do público. É a segunda edição da iniciativa promovida pelo site Dubstep Forum e, ao contrário do que se poderia imaginar, são os veteranos que mantém a dianteira na disputa pela preferência.
Melhores produtores
Coki e Mala – os Digital Mystikz, ou simplesmente DMZ – lideram as categorias melhor produtor, melhor faixa, melhor selo, melhor lançamento e melhor evento. Skream (Skream! – Tempa) aparece como segundo melhor álbum de 2006, abaixo do campeão Burial (Burial – Hyperdub) e acima de Kode 9 (Memories Of The Future – Hyperdub). Burial foi citado em diversas listas de melhores do ano – Pitchfork, The Wire e XLR8R, só para citar algumas – e seu álbum homônimo é, definitivamente, uma das melhores coisas que despontaram nos últimos tempos.
O preview de Burial, preparado com exclusividade por Kode 9 para o programa Breezeblock na BBC Radio 1, ganhou medalha de ouro na categoria melhor mix. Se você ainda não está convencido, leia a resenha de Hugo Pedro ou ouça as faixas de Burial que foram ao ar no Tranquera ao longo de 2006.
Melhor selo
O Planet Mu de Mike Paradinas é o terceiro mais votado no Dubstep Awards 2006. É no mínimo curioso que um dos selos mais importantes para a música eletrônica dos anos 90 esteja agora revelando ao grande público artistas como MRK1, Virus Syndicate, Benga, Distance, Hatcha, Loefah, Pinch e companhia. Seria a atual urban music inglesa e seus ferozes subgraves o cruel algoz da IDM e seu diletantismo bizarro?
Melhor DJ
N-Type ganha como melhor DJ e melhor radio show. Seu programa está à frente de Skream na Rinse FM, uma das rádios mais votadas este ano. O DJ é declaradamente apaixonado por vinil, dubplates e investe pesado no seu arsenal sonoro, cortando 10″s com o pessoal do Transition – um dos estúdios mais renomados na cena, especializado na masterização de grande parte dos lançamentos mais significativos do gênero. Não é à toa que N-Type sempre está no line-up das festas mais importantes.
Melhor guerreira
Uma das categorias mais irreverentes é o best soulja – ou “melhor soldado”, numa tradução menos ortodoxa. Mary Anne Hobbs surge três vezes no hall da fama: prata em guerreira do ano, bronze em melhor programa de rádio (Breezeblock – BBC Radio 1) e um terceiro lugar de tabela, através da categoria melhor compilação, pela assinatura da coletânea Warrior Dubs lançada pelo Planet Mu.
Melhores novos talentos
Foram muitas as indicações para esta categoria e o gargalo do pódio pode soar muito injusto para quem está apenas arriscando seus primeiros passos. Aqui o que interessa é diversidade e toda subversão é bem-vinda. O que seria do Dubstep se não fosse o Dark Garage, levado à frente por El-B, Horsepower Productions, Jay Da Flex, Oris Jay, Steve Gurley, Zed Bias e muitos outros?
Seria muito inapropriado tomar o padrão de qualidade atual – estabelecido às duras penas com todo mérito pelos veteranos da cena – para fazer qualquer avaliação sobre a vasta produção que muitos novatos estão timidamente desenvolvendo e experimentando. Vale a pena ficar de olhos e ouvidos abertos para os novos talentos que estão surgindo, pois são eles que garantem a maior parte da programação dos radio shows underground. E são eles também que muitas vezes tomam as rédeas da cena, depois que seus heróis se retiram de aventuras intrépidas para descansar em seus merecidos tronos.

