
Com vinil na praça lançado pelo respeitado selo inglês Storming Productions, Marlow, 26, de Wimborne, Inglaterra, é sinônimo de força de vontade e persistência. Sua percepção pela música começou cedo, aos 8 anos de idade, com aulas de piano e trompete. Aos 14, já curtia Jazz e Funk. Seu interesse pela produção cresceu após ouvir Drum’n'bass e Techno em clubs de Londres. Para o produtor, a música é uma linguagem universal e o meio de comunicação mais poderoso de todos. “É o melhor meio de me expressar”, diz. “Com a tecnologia atual, o limite é a imaginação do artista. É uma liberdade de expressão total. Se você conhece suas ferramentas, então é possível dar vida à uma idéia no ato, antes que você perca aquele momento”, completa.
Como você cria suas faixas? De onde vem sua inspiração?
Pode vir de qualquer lugar. De um som na rua ou do rádio. Literalmente, qualquer lugar. Todas minhas faixas começam com um loop ou uma idéia na cabeça. Acho impossível começar do zero. Curto tocar piano e se estou sem inspiração fico inventando melodias. Meu sampler é a ferramenta mais importante do meu estúdio. Tudo gira ao redor dele. Os filtros daquela coisa são foda! Também não vivo sem minha mesa de som. Não curto a mixagem fria dos softwares, prefiro o calor do analógico, para que as coisas respirem. Toda faixa que faço tem um tema. Normalmente uma nova técnica ou idéia musical. Sempre tento fazer melhor do que antes e tento algo que não fiz. Isso é inspiração o suficiente.
Você tem uma faixa lançada pelo Storming Productions, certo? Como isso rolou?
Certo. “The Rope” foi meu primeiro lançamento. Queria ter certeza de que poderia confiar no meu som antes de lançar qualquer coisa em vinil. Trabalho na empresa que faz a distribuição do Storming Productions, então já conhecia o Quiet Storm antes de terminar a faixa. Mandei o som para ter algum feedback. Foi minha primeira faixa e fiquei muito feliz pelo lançamento. Foi um grande incentivo para continuar. Não acredito em sorte de principiante. Acho que foi um motivo para persistir e não desistir no primeiro obstáculo.
Suas faixas são tocadas em alguns radio shows? Qual a importância disso?
Isso faz o negócio acontecer. Existem muitos ouvintes no mundo todo. E os DJs não se assustam com novos artistas, o que é muito legal. Tive um apoio muito grande dos DJs e isso me deu confiança para continuar fazendo o que faço e não me conformar com um estilo em particular.
O que você mais curte na cena Dubstep?
Muitas coisas me levaram ao Dubstep: a influência do Reggae, o grave, o andamento e o fato dos DJs tocarem sets bem diversificados. Também curto o lance de que todo mundo está tocando vinil e dubplate. O esquema é a música em si, ao invés da produção. Acho que isso atrai muita gente. Alguns caras estão fazendo faixas incríveis em softwares básicos.
Você consegue prever o que vai rolar na cena? O que vai acontecer com o som no futuro? Você arrisca uma opinião?
Acho que as pessoas estão satisfeitas com o jeito que as coisas estão rolando. De vez em quando aparece um hit no underground, com vocal e tal. Mas isso ainda está para acontecer no Dubstep porque não existem muitas faixas com vocal por aí. A coisa está aumentando nos últimos 12, 18 meses e acho que isso anima todo mundo. É um grande incentivo.
Quais são os planos para o futuro?
Quero voltar a tocar. Estava fora de forma por um tempo mas agora estou pronto para voltar. Sinto falta. Quero começar meu selo também, mas antes tenho alguns lançamentos em selos bem estabelecidos. Meu objetivo é que cada faixa seja melhor que a última. Quero seguir em frente. Mesmo que ninguém queira ouvir minhas faixas, vou continuar produzindo. É meu hobby. Ter faixas tocadas por aí é só um bônus. É bem legal saber que as pessoas estão curtindo o que estou fazendo.
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