DJ Blip nos decks

Published
16.05.07

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Tranquera.org

Blip é um talento raro: sua seleção é imprevisível, sua técnica é apuradíssima e seu bom humor está acima de tudo. Um camarada com tantas qualidades não se vê todos os dias. Para nossa infelicidade, a chance de trombar com o figura minguou ainda mais. O DJ mineiro, de Belo Horizonte, hoje mora em Barcelona e não vem ao Brasil com tanta freqüência. Azar nosso e sorte dos espanhóis.

Na ativa desde 1995, começou a tocar por um motivo muito simples. “Quando saía para dançar, quase sempre não gostava do que escutava”, explica. O DJ fez nascer a Tambor, em parceria com Roger Moore, a primeira festa regular de Drum’n'bass na capital mineira. Depois veio a Ctrl Shift com Kowalsky, que tem uma política sonora bem aberta. Em São Paulo, tocou direto no Insomnia, antigo projeto do Susi In Transe. Também foi convidado ilustre da segunda edição da Tranquera.

A seguir, confira a entrevista e ouça o debut do cara aqui no Tranquera, que inaugura a filial do bagulho na Espanha. Seu set não segue regras e sua mixagem surpreende por combinar coisas inusitadas de uma maneira muito fora do comum. Na seleção Blip toca Si Begg, Digital & Spirit e Sleeparchive. Como? Só ouvindo mesmo.

Porque você começou tocar Dubstep? O que mais atraiu você?
Escutei o excelente mix Dubstep Allstars do DJ Hatcha, comprei o primeiro lançamento do selo DMZ dos Digital Mystikz e aí já existia a coisa chamada Dubstep. Eu já estava bem cansado da mesmice “sub-houseira” que tinha virado a cena Breakbeat. Além dos graves, um tipo de vício, o Dubstep recuperou o que havia de mais excitante no Drum’n'bass e no Jungle de 10 anos atrás e deu um passo adiante. Foi algo que eu queria ouvir desde as batidas “dub-letárgicas” do álbum Re-Entry, do Techno Animal, mas pouca gente se deu conta que já tinha muito de Dubstep, isso em 1995. Escutando o mix vai ficar claro que não toco só Dubstep mas também Grime, Electro, Baltimore, Breakbeat, Techno. A minha postura sempre foi tentar não ser monótono nunca.

Como foi abrir uma filial do Tranquera na Espanha?
A festa de inauguração, com caixas de subgrave de 18″, helicópteros, um alambique exclusivo e alguns hermafroditas, ocorreu bastante bem. Não deixamos entrar o pessoal do cabelo chitaozinho. A conexão Tranquera/Barcelona terá mixes regulares e minha participação nas edições da Tranquera, sempre que eu estiver no Brasil. A Espanha está acordando para Dubstep e Grime. No final de abril acontece a primeira festa exclusivamente de Dubstep em Barcelona com o Scuba, Numaestro, Egres, Tamen e Uxuka. São os caras que tem agitado a conexão do Dubstep por aqui.

Quais são os planos para o futuro?
Tenho investindo bastante tempo em produções próprias. Ainda estão longe do que eu quero, mas evoluindo bastante. Quero me dedicar mais a isso e tocar com mais regularidade por aqui. E comer mais alcachofras.

DJ Blip Tranquera/Barcelona 01

01. DJ/Rupture “Miss Nemesis” Ekke
02. Ove-Naxx “Snake Thief And Dub” Hymen
03. Being “The Being (Ectomorph Remix)” Push
04. Mr. Keas “Dub” Southside Dubs
05. Si Begg “My Style” Noodles
06. Jaguar “Slipstream” TCR
07. Rossi B & Luca feat. Gully Gang “Music Money” Army
08. Joey Beltram “The Start It Up” Trax
09. Tittsworth “Aha” Vicious Pop
10. Digital & Spirit “Cool Out” Phantom Audio
11. Timeblind “Copycopy” Soot
12. The Wee DJs “Breathe” Touchin’ Bass
13. Sleeparchive “Hospital 01″ Sleeparchive

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2 Comments

  1. Seu set vai rolar em um programa de rádio que estamos montando aqui no vale do Paraíba (SP)

  2. Blip

    Excelente notícia, Andre. Depois me conta da reação. Quando vai ser?

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