
O hype ao redor da figura misteriosa de Burial é grande: até resenha no jornal britânico The Observer seu álbum ganhou. A dinâmica garantiu o recente double pack homônimo (2×12″), iniciativa do selo Hyperdub em parceria com a Cargo Records, grande distribuidora do ramo. O material reúne faixas lançadas previamente em CD e algumas inéditas em vinil.
Burial em 2005
A cena Dubstep – então pequena e reduzida a poucos DJs, produtores e entusiastas – viu surgir o primeiro trabalho de Burial em 2005, o South London Boroughs. Em seguida, veio o Distant Lights, EP que chegou às lojas quase ao mesmo tempo que o álbum em CD.
UK Garage
O som de Burial é um retorno às máquinas rítmicas do 2-Step e do UK Garage, com o diferencial de ter sido pensado numa época onde os fundamentos do Dub e da cultura dos sound systems foram explicitamente incorporados à cena Dubstep, foco viral que serviu de incubadora para sua contagiosa epidemia.
Kode 9 explica
No entanto, ninguém sabe ao certo quem atende pelo apelido de produção. Alguns especulam que seja o próprio Kode 9. Mas, Steve Goodman, com muita irreverência e modéstia, despista. “O hype ao redor dele foi imenso. Muito maior do que imaginava. E muito mais do que ele próprio significa. Ele é apenas um garoto que começou a enviar faixas para mim ao longo dos anos e resolvi lançá-las porque elas são muito interessantes. Não há nada de especial nisso”, afirma.

