
Chris Parkinson simplesmente possui o emprego dos sonhos de muita gente: ele trabalha na ST Holdings, empresa do Reino Unido que prensa e distribui muitos dos maiores sucessos do Drum’n'bass e do Dubstep, hoje. Ao contrário do que muita gente imagina, é a distribuidora e não o selo que manda fabricar o vinil e cuida para que as peças cheguem às lojas do mundo todo. O Tranquera bateu um papo com o cara para saber mais sobre o mercado de vinil na era digital.
O que a ST Holdings está fazendo para segurar seu lugar no mercado?
A verdade é que um vinil com boa masterização sempre será melhor que um MP3 ou CD. O vinil sempre será único, não apenas pelo calor e densidade do som, mas porque é uma coisa que pode ser colecionada. Muitos colecionadores e DJs ainda querem vinil. Como distribuidores achamos que se o disco é bom, com uma boa masterização e arte especial, ele se torna colecionável. Encorajamos os selos a vender todos os formatos, para que o cliente tenha opção de escolha. Os MP3s são práticos e baratos, mas o vinil é o grande negócio.
Como funciona a prensagem de vinil hoje?
A maior parte dos selos que trabalhamos é mantida por artistas ou DJs. O serviço que oferecemos dá liberdade para que eles tenham seus selos, enquanto cuidamos do processo de fabricação e distribuição. Muitos dos nossos clientes viajam pelo mundo tocando ou estão em estúdios e não têm tempo para isso. Também fazemos distribuição digital. Somos especializados em prospecção, fabricação e fornecimento de música independente de qualidade. Suprimos uma rede formada por atacadistas, pequenos distribuidores e lojas. Em oito anos de atuação conquistamos uma reputação pela nossa qualidade e profissionalismo, junto aos consumidores e selos que representamos.
Quanto rende o download digital?
Aproximadamente 10% das vendas.
Quantos discos são prensados hoje?
É difícil estimar globalmente, mas uma boa faixa de Drum’n'bass ou Dubstep pode vender entre 5.000 e 10.000 discos sozinha.
Por que praticamente todo lançamento de Dubstep sai em vinil?
Do ponto de vista sonoro, o Dubstep é feito da melhor forma para arrasar nos sound systems. Os produtores querem aquela potência que só pode ser garantida com uma boa masterização. O Dubstep também é uma cena muito DIY (“do it yourself”, faça você mesmo). As pessoas fazem a faixa, cortam o dubplate, prensam o disco, levam para o club, entregam na mão dos DJs, vendem algumas cópias e tentam ganhar algum dinheiro para construir algo.
Algo mais?
Veja essa entrevista. Ela resume o que penso sobre vinil.

