Martyn

Published
24.10.07

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Tranquera.org

Martyn é o holandês Martijn Deykers. Sua discografia contém títulos em selos como Bassbin e Revolve:r, mas são suas últimas produções que chamam atenção aos ouvidos mais atentos. O single com as faixas “Broken” e “Shadowcasting”, pelo selo de Marcus Intalex, é um lançamento raro, daqueles com vocação suficiente para figurar como divisor de águas. Se o registro realmente vai vingar, só o tempo pode dizer. Mas não seria exagero falar que Martyn e outros produtores semelhantes estão promovendo uma mutação sonora significativa nos limiares do UK Garage, 2-Step, Dubstep.

Em comum, Martyn, 2562, Appleblim, Shackleton e Peverelist adotaram o Techno como referência para construir timbres e organizar padrões percussivos. Dessa forma, o som dessa galera retoma uma característica importante e crucial para sua existência nos clubs: o balanço e a cadência da pista de dança. Se para alguns a pegada genérica do Dubstep soa letárgica demais, basta conhecer o som de Martyn e companhia para mudar de opinião – ou melhor, sair rebolando.

Atualmente vivendo nos EUA e entre uma viagem e outra, o produtor conseguiu um tempo para bater um papo com o Tranquera.

Você tem uma faixa chamada “Get Down” que foi remixada pelo Nomadico, certo? Como isso aconteceu?
O Nomadico é membro do Underground Resistance, entrei em contato com ele não faz muito tempo e começamos a trocar músicas. Daí surgiu a idéia de remixar a faixa. Depois disso veio o remix do John Tejada para a “Red 7″ e fizeram o vinil.

Suas faixas mais recentes são rotuladas de “Dubstep”. O que você acha disso? Você se importa com rótulos?
Só faço música que gosto. Claro que é mais fácil dizer algo do tipo “isso é mais ou menos Dubstep”, mas os rótulos são para a mídia e seus seguidores. Artistas só limitam seu trabalho quando começam levar isso à sério.

Como você criou essas faixas? Foi intencional?
Pensei que fosse interessante trabalhar com esse tempo. Sempre fui influenciado por House, Techno. Não foi surpresa para mim isso surgir na minha música. De forma alguma isso foi intencional.

Qual foi o feedback sobre elas?
O Kode 9 está apoiando desde sempre, o que me deixa bem feliz porque considero uma figura muito importante como DJ, produtor e dono de selo. Outros que também estão apoiando são Appleblim, Peverelist, Joe Nice, Mark Pritchard e Rob Smith.

O que você acha do trabalho do 2562?
É um holandês também, grande produtor, muito talentoso. Algumas pessoas estão nos comparando, dizendo que somos os holandêses que fazem “aquela coisa Techno”. Mas é puramente coincidência. Ou talvez não. Hummm…

E o Skull Disco do Appleblim e do Shackleton?
Eles criaram algo único, respeito muito o trabalho deles.

O que você acha da cena Drum’n'bass hoje?
Não penso muito nisso. Existem bons produtores fazendo boas músicas, ao alcance das pessoas e isso me deixa feliz. Também existe bastante coisa ruim, péssimos DJs, mas deixo essa preocupação para os outros.

Quais produtores você mais curte?
Kode 9, DMZ, Marcus Intalex, Calibre, D-Bridge, Instramental, Burial, Peverelist, Appleblim, Shackleton, Ricardo Villalobos, Pepe Bradock, Agnes, Andy Stott, Guillaume & The Coutu Dumonts, DJ Koze, Kalabrese, Cobblestone Jazz e Jackmate.

E os selos?
Wagon Repair, DMZ, Soul:r, Revolve:r, Tempa, Hyperdub, Exit, Skull Disco, Perspectiv, Modern Love e Philpot.

Quais são os planos para o futuro?
Existe outro single saindo pelo Revolve:r e no final do ano devo lançar algo pelo 3024, meu próprio selo. No começo do ano que vem deve sair meu remix para a “Broken Heart” do TRG pelo Hessle Audio. Tem mais coisas mas não posso falar ainda. Você vão ver!

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