Destaques na cena Dubstep em 2007


Published
11.01.08
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O ano de 2007 foi sinônimo de solidez para o Dubstep. A cena emplacou hits, sem deixar de cultivar grandes surpresas na sua horta experimental. Basta dizer que “Night”, produção certeira de Benga e Coki, ficou em primeiro lugar no chart de Gilles Peterson, um dos DJs mais respeitados do mundo. Ao mesmo tempo, artistas como Boxcutter e Pinch buscaram novas sonoridades e abriram caminho para outras possibilidades musicais.

Glyphic: a diversidade sonora de Boxcutter

O irlandês Barry Lynn – que produz sob o codinome Boxcutter – mostra sua faceta mais visceral e emotiva em Glyphic (2×12″ e CD, Planet Mu, 2007). Permeando faixas bem lapidadas com timbres instigantes, o Dub continua sendo a força motriz do seu trabalho, assim como o Jazz e o Soul.

Soturna, ameaçadora e mental, “Bug Octet” inspira uma caçada futurista, cheia de andróides e robôs, num ambiente urbano decadente. “Chiral” pode ressuscitar lembranças desagradáveis de uma fatídica consulta ao dentista e para desanuviar, “Bloscid” segue como uma estrada em linha reta, ladeada por paisagens impressionantes. Há ainda espaço para Drum’n'bass nesse álbum tão diverso mas é a faixa título que melhor traduz a genialidade desse grande produtor.

Underwater Dancehall: Bristol representa

Com Underwater Dancehall (2×12″ e CD, Tectonic, 2007), Robert Ellis – mais conhecido como Pinch – quebra as regras do jogo, lançando mão de máquinas rítmicas já conhecidas mas programadas para desorganizar seus elementos vitais.

O resultado é algo realmente inusitado, um som híbrido, bastardo, que flerta com estruturas percussivas minimalistas, abusando das baixas freqüências do espectro sonoro. Natural de Bristol, cidade de Roni Size e seu apoteótico Reprazent, Pinch é hoje um dos cabeças da prolífica cena local.

Seu selo Tectonic conquistou uma relevância indiscutível e agora seu álbum segue colhendo bons elogios. Os destaques ficam por conta de “Battered” e “Get Up”, dois instrumentais que contam com Yolanda nas versões vocais. “Lazarus” também traz uma densa cadência tribal que impressiona.

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