
Com um álbum bem diversificado que representa o que há de mais interessante no Dubstep hoje, Cyrus vai ganhando espaço, cativando os entusiastas das baixas freqüências do espectro sonoro. O trunfo desse grande produtor de Croydon, Reino Unido, é a simplicidade das suas produções.
A economia nos elementos percussivos fazem de Cyrus um produtor extremamente criativo. Um bom sound system pode mostrar o que sua música é capaz de fazer. Seu verdadeiro poder está na vibração, no peso das emissões silenciosas que fazem as entranhas revirarem, uma característica marcante da cultura musical jamaicana.
Seu álbum From The Shadows (CD, Tectonic) traz “Indian Stomp”, faixa que figura na trilha sonora do filme Children Of Men (2006), do diretor mexicano Alfonso Cuarón.
Confira a entrevista com Cyrus e ouça o mix exclusivo para o Tranquera.
Você é de Croydon, certo? Como isso influencia sua música?
Croydon é escura e sombria, talvez isso explique a questão.
Como você se relaciona com os outros produtores da sua área?
Ficamos há dez minutos de carro um do outro. As vezes a gente troca experiências mas não diria que existe competição.
Você corta dubplates. É tudo feito no Transition?
Sempre corto meus dubplates no Transition. Foi o primeiro que conheci e é o mais perto daqui. Fui lá uma vez para cortar uma faixa de UK Garage e acabei voltando.
Por que os produtores preferem dubplates do que CDs ou arquivos digitais?
Muitos DJs de Dubstep estão usando CDs agora. Particularmente prefiro vinil porque o som é mais quente. Você sabe a diferença quando o cara está tocando CD ou vinil. O som do CD é limpo e agudo. Mas não sou contra quem usa CD.
O vinil é essencial para o Dubstep?
Não acho essencial mas Dubstep é fazer sentir as baixas freqüências e isso é mais fácil usando um dubplate masterizado ou vinil.
Como você enxerga a cena hoje?
A cena está bem saudável no momento e ainda está crescendo. Acho importante as pessoas chegarem com seus próprios sons.
Como você produz? O que você usa?
Tenho usado Cubase nos últimos meses mas costumava produzir com Reason e Fruity Loops. Tenho um par de monitores Tannoy Reveal e um teclado M-Audio.
Como é o trabalho de um selo independente como o seu?
O Random Trio Productions é um selo para nossos sons apenas, então não é estressante. Ainda não lancei tudo que gostaria ou deveria. Acabo segurando as coisas para lançar por outros selos. Mas 2008 vai ser diferente.
Suas produções são minimalistas, com poucos elementos. Isso é intencional?
Num sentido sim. Penso muito sobre isso. Gosto de colocar uma textura no fundo, com alguma atmosfera correndo sobre ela. Depois coloco um subgrave puro, o que faz soar mais minimalista.
Seu som não é parecido com outros. Na sua opinião, o que o torna único?
Não sei, talvez seja a estrutura, o mixdown. Acho importante ser original. É fácil copiar o estilo dos outros para fazer uma faixa legal.
Como você mixou esse set? Tem arquivo digital e dubplate?
Ambos.
Quando esses dubplates serão lançados?
A qualquer momento. Um ou outro já saíram e dois – “Corruption” e “Whispers” – estão no próximo vinil do Random Trio Productions.
Cyrus Tranquera Mixtape
01. Cyrus “Corruption” forthcoming on Random Trio Productions
02. Cyrus “Whispers” forthcoming on Random Trio Productions
03. Cyrus “Golden Gate” Dubplate
04. Cyrus “Gravel” Dubplate
05. Cyrus “Heros” Dubplate
06. Cyrus “3 Kings” Six 6 Six
07. Cyrus “Silence” Dubplate
08. Cyrus “Coco Riddem” Dubplate
09. Cyrus “Unforgiven” Dubplate
10. Cyrus vs. Distance “Violate” Dubplate
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11 Comments
11.02.08
caralho cyrus !
i love
11.02.08
Legal a entrevista! Não conhecia o som dele, estou baixando para conferir.
Agora, perdi o sound system na rua sábado, que merda, preciso ir nos próximos.
11.02.08
Não se preocupa Sala! Esse ano vai ter sound system até no parque!
11.02.08
muito bom!
minimalista e sombrio
ae Bruno, tem um Dj de UK que chama GRAYSCALE, esta no Rio e queria tocar pelo Brasil se possivel, vou ver se cato o email dele, o cara tocou na casa da Matriz na festa do Digital Dubs, me falaram que foi legal
vou ver isso
abraço´s
12.02.08
salese, eu fui ainda mais vacilão!
não sabia que ia rolar esse soundsystem na augusta. mas por um acaso eu estava lá. o foda é que eu cheguei ali quase 23h e não entendi nada do que estava acontecendo… aí eu desencanei e desci pro vegas…
(to baixando o mix agora, hehe)
12.02.08
Gregsom, você está em São Paulo? Liga aqui, porra!
12.02.08
hahaha, já voltei pra escravidão aqui em curitiba
13.02.08
Hahahaha! Tava lá, ouviu o som e foi embora… Caraca… Hehe…
Opa, sound system no parque, interessante.
13.02.08
Provavelmente o Greg pegou alguém tocando Techno, não foi? Depois que a gente saiu estava tocando Techno… Era quase 21h30, acho… A Rua Augusta começando mostrar suas criaturas da noite… Hehehehehehe…
13.02.08
Muito bom mano , baixando o mix !
abraço
27.05.08
Realmente fantástico ver tanta informação sobre a cena musical, prdutore e pesquisadores. Neste caso estou impressionado com a pesquisa amplia e profunda do jornalista Adonay Ariza no livro Electronic Samba. Se trata de um estudo da produção musical electrônica brasileira nos últimos dez anos. Recomendo consutar este livro, pois não tinha sido publicado nada semelhante no Brasil.
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