
Augusto Merli já tocou em festas como Circuito, Combustível, Mothership e Technova. O DJ também já participou de uma edição do seleto RBMA, evento que rolou em 2005 na cidade de Seattle, EUA.
Confira a entrevista e o mix exclusivo de Merli para o Tranquera.
Qual sua opinião sobre a noite em São Paulo hoje?
Podia chegar aqui e meter o pau em clubs, promoters, etc. Mas entendo todo o lance comercial da coisa. Um club precisa de público para pagar as contas, trazer algumas atrações internacionais, etc. As pessoas poderiam arriscar um pouco mais trazendo vez ou outra alguma coisa nova, não tão comum. Por outro lado existem projetos pequenos que arriscam bastante.
Quais são os DJs nacionais mais interessantes hoje? E os produtores?
Como DJ é dificil responder essa pergunta porque cada um tem seu gosto pessoal. Se você é muito crítico, acaba gostando apenas do que toca e dos DJs que seguem seu estilo. Mas DJs que devem ser respeitados e destacados são aqueles que estão por aí há anos, entre eles Mau Mau, Renato Lopes, Snoop, Murphy, Kammy, Renato Cohen, Marky e outros. São DJs que têm um grande público e realmente sabem como conduzir uma pista. Citaria Daniel Um e Max Underson também.
Já produtores também tem vários: Renato Cohen, Gui Boratto, Marky, Xerxes, Dudu Marote, Nego Moçambique, Parte Um, Curumin, M. Takara, entre outros. Daí já é uma mistura de gosto pessoal, influências, admiração pelo que os caras conseguiram e outras coisas. Finalizando, queria falar do Modern Process, o projeto do Max Underson, que é um cara que acompanhei de perto faz um tempo e agora está começando a ganhar um reconhecimento legal como produtor.
Como você se relaciona com a música? Você compra disco? Usa internet?
Minha relação com a música é quase de irmão para irmão. Convivo com ela várias horas, vários dias na semana. Comprava disco até o começo desse ano. Foi uma decisão dificil de tomar porque é quase como um vício. Tinha aquela coisa de esperar chegar, de pegar o vinil na mão, o lance da arte do selo e das capas que também é muito legal. Mas pesei os prós e os contras e parti para música digital. Usar Serato possibilita mais opções, mantendo o feeling de usar o toca-discos e o vinil. Vou confessar para você: odeio usar CDJs.
Realmente compro música na internet. Vejo como é dificil um artista conseguir produzir uma faixa, fazer com que ela seja lançada por um selo. O retorno financeiro não é tão grande, principalmente falando de música alternativa.
Qual é seu setup? Usa algum equipamento específico?
Como DJ uso o Serato. Para produção uso Nuendo e um controlador da M-Audio.
Como você gravou essa seleção?
Peguei músicas que comprei recentemente, artistas que estão produzindo música que me agrada, parti para cima dos decks e gravei. É um set de House, Tech House ou como queiram chamar. Graças à Deus a música eletrônica hoje parece estar tomando um novo rumo, onde a gente vê muitos elementos da música acústica.
Nessa seleção você vai encontrar sonoridades de Jazz, Dub, distorções e até vocais de uma cantora de Folk. Resumindo: prezo muito por músicas que têm melodias e uma certa história. Músicas repetitivas também funcionam. Mas sei lá, é uma coisa minha. Se a música me pega, me passa alguma emoção, vou tocar. Espero que ela transmita para os outros o mesmo sentimento que tive quando ouvi.
Qual é o destaque do mix? Qual som é especial?
Por tudo que falei acima, o mix não tem um destaque. É um todo. Não sei se é uma analogia legal, mas um amigo me disse uma vez que o DJ é um poeta e as músicas são as frases que ele vai encaixando, meio que fazendo uma rima.
Mais alguma coisa?
Espero que curtam meu mix e, quando puderem, venham em uma apresentação minha. Quando sairem à noite, se divirtam, sem esquecer onde começam e terminam seus direitos e deveres. Enfim, que a música e a arte sejam cada vez mais valorizadas no Brasil. Antes de mais nada, “música eletrônica não é droga”.
Augusto Merli Tranquera Mixtape
01. Wareika “Impulse”
02. Sten “The Gate (Original Mix)”
03. Mark August “Minor Detail”
04. Manuel Tur “Vabanque (Stimming Remix)”
05. Kuniyuki “The Session (Cobblestone Jazz Remix)”
06. Pantha Du Prince “Steiner In Flug (Original Mix)”
07. Turner “My Aeroplane Mania (Lawrence Remix)”
08. Ane Brun “Headphone Silence “(Henrik Schwarz Remix/Dixon Edit/Ame)”
09. Christian Prommer’s Drumlesson “Around The World (Solomun Remix)”
10. Audision “Red Sky (Roland Appel Remix)”
11. Jori Hulkkonen feat. John Foxx “Never Been Here Before (Sasse Dub)”
12. Mathew Jonson “Symphony For The Apocalypse (Original Mix)”
13. Swayzak “Smile And Receive (Apparat Remix)”
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28.10.08
belo set Augusto e valeu pelos créditos a minha pessoa .
fico super feliz em ver o crescimento do Augusto como Dj , um cara que em pouco tempo soube criar uma identidade no seus sets e não é atoa que hoje ele tem se apresentado nos grandes clubs de São Paulo assim como no renomado RBMA .
só ele consegue achar pérolas como essa “08. Ane Brun “Headphone Silence “(Henrik Schwarz Remix/Dixon Edit/Ame)”
Respect !
Abraço
29.10.08
baixando o set…
abs
29.10.08
Merli é dos grandes nomes da me brasileira. Gostei muito da entrevista.
29.10.08
opa, agradeço a todos pelos comentários. e ao tranquera pela oportunidade.
Abraços!
peace…
29.10.08
Sabias palabras e ótimo mix!
29.10.08
Grande Merli e seus set´s cheios de alma, parabens a vc dj, boto fé no seu trampo!
E ao site tranquera, pra mim o mais inovador, mostrando o lado dubstep e outras novas pra gente, além de dar espaço a estes caras como Merli que são cheios de coisas boas para nos mostrar!
Daniel Fuel
03.11.08
downloading……. muito bacana a entrevista!!!!
parabéns Tranquera e Merli!
:)