
Adam Wilson – o Elemental – fez uma gig histórica em São Paulo. A noite foi especial: acompanhado do projeto audiovisual Subcut, o artista apresentou seu Live Act intenso, quebrado e profundo na caixa escura do Tapas Club.
Cruzando diversos gêneros musicais e mantendo o grave como denominador comum, sua narrativa sonora foi longa e ampla. Veja no Youtube.
Antes de voltar para Londres, Adam gravou um mix no QG do Tranquera. Ao final da entrevista você confere o link para download.
Quando você começou a produzir?
Comecei aos 14 anos, na escola, com o equipamento da sala de música. Estudei com professores que ensinavam a usar teclados e computadores. Depois passei a ouvir Hardcore e Jungle na rádios piratas. Produzia com um teclado simples e um programa com poucos recursos. Mais tarde juntei dinheiro, consegui comprar um sampler da Akai e finalmente descobri um mundo novo musicalmente.
Como você conheceu a Bass Culture?
Para mim tudo começou no Hardcore e no Jungle. Passei a gostar de Techno e Ambient, Aphex Twin e Future Sound Of London. Na seqüência descobri The Advent e sons mais pesados. Só depois na universidade conheci o Reggae. Curtia muito King Tubby naquela época. Anos mais tarde um amigo me mostrou algumas coisas do Rhythm & Sound. Tinha vários discos do Basic Channel em casa e não sabia que eram os mesmos caras. Aos poucos fui ficando desiludido com o Drum’n'bass porque as pessoas só lançavam coisas medíocres. Foi quando surgiu um som interessante nas rádios piratas: o Dark Garage e o Breakbeat Garage. Daí em diante comecei a produzir.
Como você conseguiu lançar suas próprias músicas?
Eu e meu amigo 3D recebemos uma proposta de uma distribuidora. – eles iriam bancar nossos custos de produção. Daí criamos um selo chamado Runtime. Por volta de 2004 me envolvi com o som da Rinse FM e da Forward, curtia as coisas do Slaughter Mob e do Hatcha. Mas quando ouvi o Search & Destroy descobri o som que realmente estava procurando. O Prior e o Lohan me ajudaram bastante e tocavam minhas músicas na Rinse FM. Nessa época a bola estava rolando. Dormia pouco e fazia música de madrugada porque tinha que acordar cedo e trabalhar no dia seguinte. Mesmo assim todo mês levava um CD com minhas músicas para a Forward em Londres.
O que é mais importante para você: qualidade ou quantidade?
Um balanço dos dois. É bom fazer as coisas no seu tempo. Mas é importante pegar a idéia no ar e expressar tudo de uma vez só. Outra coisa importante é saber quando sua faixa está pronta. É muito ruim perder tempo com pequenos detalhes e esquecer o conjunto da obra.
Como é seu setup ao vivo? O que você usa para produzir?
Uso o Ableton com três controladores MIDI ao vivo. Embora use o Ableton para produzir em casa, meu setup no estúdio é diferente.
Quais hardwares vocês usa em estúdio?
Tenho alguns synths externos, incluindo um synth modular. Uso equipamentos valvulados para distorção e filtros analógicos. Assim consigo um som bem encorpado. Prefiro misturar o som orgânico e analógico com o digital porque assim as coisas se tornam menos previsíveis. É assim que você consegue um som vivo. É como um animal selvagem que você tem que domar para conseguir o que quer.
O que você achou do Brasil?
Foi muito legal. Adorei Salvador.
Você curtiu tocar no Tapas?
A gig foi demais. Foi uma honra poder estar com vocês em São Paulo.
Elemental Tranquera Mixtape
Recorded at Tranquera HQ, Sao Paulo, Brazil
Download (Right-click & Save As)


04.04.09
Respect.Quem estava lá lembra o quanto é intensa as produções dele na sua gig no Tapas!!
Espero que volte logo
07.04.09
Todas as faixas são dele… Montadas e desmontadas ao vivo…
21.02.10
chique! shique! xicky!
21.02.10
Boa entrevista!