
O Dubstep híbrido, diverso e revolucionário do Hotflush Recordings é matéria fundamental para quem procura o que existe de mais novo e excitante na nova Bass Culture hoje. Depois de Joy Orbison, chega a vez do label owner Scuba mostrar seu novo trabalho em grande estilo – assim como aconteceu com seu álbum debut A Mutual Antipathy em 2008 e os remixes que surgiram em seguida.
O novo EP de Paul Rose – nome verdadeiro de Scuba – traz cinco faixas inéditas que serão lançadas em vinil duplo. O double pack capricha na produção gráfica, valoriza o design com ilustrações e deve chegar em breve às melhores lojas do ramo. Com boa distribuição, não vai ser difícil conseguir um exemplar. Portanto, separe alguns trocados porque a peça é digna de um lugar especial na sua coleção.
Os elementos comuns que caracterizam as produções de Scuba nesse EP são: pads que constroem ambiências difusas, samples corroídos por texturas irregulares e padrões rítmicos que tentam fugir da letargia. Confira o preview das faixas.
Aesaunic EP
A. Scuba “Aesaunic”
Híbrido de Garage e Techno com pads siderais que inundam a produção toda. Destaque para as erupções aleatórias de samples corroídos ao longo da faixa.
B. Scuba “Flesh Is Weak”
House sintético medicado com doses cavalares de subs graves até o osso. Aqui os elementos percussivos básicos – prato, caixa e bumbo – recebem tratamento VIP e são assentados na primeira classe, priorizando o groove da produção.
C. Scuba “Reverse”
Dubstep Techno típico de Scuba. A cadência percussiva de “Reverse” é similar à sua recente “Klinik” – ouça o Tranquera 153 para saber mais.
D1. Scuba “Golden”
Garage fraturado com arranjos de piano diluídos entre ecos e reverberações. A arquitetura do loop em “Golden” é muito interessante: os bumbos batem como se estivessem anunciando o bash alucinante de um Dancehall assombrado mas a tensão é dividida, produzindo uma atmosfera sublime.
D2. Scuba “Symbiosis”
Faixa tocada por nomes como D-Bridge e Instramental. Definitivamente uma grande sacada de Scuba nesse EP que, não fosse por essa produção, ficaria limitado aos BPMs pelos quais o artista é mais conhecido.
Inovação que aponta novos rumos sonoros
Scuba encabeça um vetor sonoro que soma basslines graves e timbres sintéticos, muitas vezes mirando a pista de dança com audácia – local onde artistas “experimentais” nem sempre vencem a difícil batalha pela conquista da mente e dos quadris do público. Seu EP consegue equilibrar a vocação extremamente criativa e autoral do artista com padrões e estruturas musicais já estabelecidas.
Desde seus primeiros títulos em vinil Scuba procura inovar sua sonoridade, sem apelar para clichês ou tendências momentâneas – tarefa que até agora demonstrou cumprir com êxito. Quando Paul Rose coloca um novo disco na praça não apenas fortifica seu catálogo com produções sólidas que chegam para ficar como também acaba apontando novos rumos musicais, avançando por entre territórios desconhecidos e cruzando zonas cinzas ainda não exploradas.
Saiba mais
O Hotflush trouxe ao mundo a impressionante “The Knowledge” de Toasty – uma das faixas mais importantes da nova Bass Culture ao lado de “Midnight Request Line” de Skream. Ouça o guest mix que Scuba preparou para o Tranquera.

