
A nova Bass Culture é um caleidoscópio de sonoridades em evolução que emanam principalmente do underground britânico. Conheça suas faces mais importantes.
por Igor Cordeiro, Colaborador do Tranquera
Dubstep, House, Funky, Grime, Garage, Hip Hop e R&B. Tudo se mistura no som dos artistas que estão levando a cultura do grave para frente. As raízes dessas fusões estão em 2009, com o lançamento de “Hyph Mngo”, faixa do Joy Orbison pelo Hotflush Recordings, e do EP Gonna Work Out Fine do Untold pelo Hemlock Recordings. Então, no começo de 2010, com o nascimento do selo Night Slugs a partir do EP Square One do Mosca, o terreno estava pronto.

Artistas
Veteranos como Paul Rose (Scuba) e David Kennedy (Ramadanman) são exemplos de artistas que tem ligação com o Dubstep e hoje desafiam gêneros sob diferentes nomes. O máximo que podemos fazer para enquadrar as faixas “Loss” e “Babeh” em um gênero específico é usar o rótulo genérico de House.
Nessa turma mais experiente também podemos citar Tony Williams e seu projeto Addison Groove, nome recorrente quando se trata das novas mutações do grave, e as duas metades do Instramental, Alex Green e Damon Kirkham, que estão dando o que falar com seus projetos Boddika e Jon Convex.
Sbtrkt “The Unspoken” Monkeytown
Dos produtores com menos bagagem, se destacam Sbtrkt, Julio Bashmore e Deadboy. Os três vêm adicionando suas próprias marcas a esse som em constante evolução e todos eles nos deram faixas espetaculares recentemente.

Selos
Os selos também são essenciais nesse processo de reformulação na cena. É exatamente o que se percebe na audição de 116 & Rising, compilação do Hessle Audio em que a diferença entre o disco de inéditas e o de faixas clássicas atesta o compromisso do selo com a inovação.
Blawan “Potchla Vee” Hessle Audio
Há ainda os selos mais jovens, como o Night Slugs e o Numbers, que, mesmo com pouco tempo de atividade, já marcaram a história dessa cultura.

DJs
Outro núcleo responsável por mudar a cara da Bass Culture é formado por DJs que, com sets mais abrangentes, acabam formando paralelos entre tudo que está rolando de mais interessante na cena hoje. Ouça o mix de Oneman na Rinse.
Oneman Live At Rinse
Recorded live, April 2011
Download (Right-click & Save As)
A entrevista recente que Ben Ufo, Jackmaster e Oneman deram para a XLR8R é indispensável para ter uma idéia do que pensam esses rapazes, que, mesmo não sendo produtores, contribuem levando a cultura do grave para frente, seja nas cabines ou por trás de importantes selos como Hessle Audio, Numbers e 502.


06.06.11
Sempre atualizando a molecada! Aprendi a curtir um bom som, estava meio de cara para essa new bass sound mas agora estou me familiarizando mais!
06.06.11
Realmente é um pouco difícil aceitar a mudança, mais estamos aí para o que der e vier! I love bass!
06.06.11
Adoro essas mutações musicais!
06.06.11
A missão do Tranquera é essa: mostrar o que existe de mais novo na Bass Music hoje… Coloca o capacete e se joga de cabeça! Música de qualidade nunca é demais! We love bass!
06.06.11
Para mim foi muito fácil aceitar a mudança, sou houseiro e aprendi a curtir Dubstep do mais clássico aos mais atuais, a mistura das duas cenas foi unir o bom com o agradável.
06.06.11
Muita gente não sabe: o Dubstep veio da House Music britânica, o UK Garage…
07.06.11
Lembrando que ainda temos gente fazendo subgrave soturno de qualidade: os últimos lançamentos do Pinch são matadores, todos eles.
07.06.11
Aquela “Croydon House” do Pinch pelo Swamp 81 do Loefah mata… Gravíssima…